O alumínio

Esse metal possui uma diversidade muito grande de aplicações. Ele é usado em utensílios domésticos, estruturas de aviões e certas embarcações, fios elétricos, embalagens de alimentos, esquadrias para a construção civil, tampas de iogurtes, carrocerias de automóveis, entre tantas outras utilidades.

 

Mas o alumínio não é encontrado na natureza na sua forma elementar. Visto que possui uma afinidade muito alta com o oxigênio do ar, ele é encontrado na forma do íon Al3+, formando compostos que constituem minerais e rochas. As formas conhecidas de obtenção do alumínio metálico eram caras e ineficientes, por isso ele foi considerado por muito tempo um metal raro.

Entretanto, em 1886, Charles M. Hall e Paul Héroult desenvolveram de forma independente um método de produção do alumínio por eletrólise ígnea, que ficou conhecido como processo Hall-Hercult.

Nesse processo industrial, a matéria-prima principal utilizada é a bauxita — um minério formado principalmente por óxido de alumínio hidratado (Al2O3 . x H2O) e algumas impurezas. Depois que a bauxita é purificada, obtém-se a alumina – Al2O3. São necessárias de quatro a cinco toneladas de bauxita para a obtenção de duas toneladas de alumina. Essa quantidade gera normalmente uma tonelada de alumínio como produto.

Na eletrólise ígnea, passa-se uma corrente elétrica por um composto iônico fundido (liquefeito). Dessa forma, é preciso fundir a alumina, mas o seu ponto de fusão é muito elevado, sendo igual a 2060 ºC.

Para resolver esse problema, mistura-se a alumina com um fundente, ou seja, uma substância que tem a finalidade de reduzir o ponto de fusão de outras substâncias. No processo industrial de obtenção do alumínio, costuma-se usar como fundente a criolita (fluoreto duplo de sódio e alumínio, 3 NaF . AlF3(s)). Com esse processo, o ponto de fusão da alumina cai para 1000ºC.

 

 

Fonte: https://alunosonline.uol.com.br/quimica/producao-aluminio-por-eletrolise.html